Review a Zenwalk

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Hoje venho falar de uma distribuição um pouco escondida entre as demais… Falo portanto da Zenwalk.

Quando me falaram desta distro, pensei que fosse mais uma entre tantas outras que fizesse o mesmo… Comecei a ler informações sobre a distro e reparei que é baseada em Slackware, logo uma distro super rápida e muito configurável (com isto não digo que as outras não o sejam) o que eu rapidamente concluí: “Era disto que andava à procura. Onde configurasse quase tudo à mão… Sempre se aprende qualquer coisa.“.

Após alguma leitura e muitos “pensamentos” decidi instalar o Zenwalk (ou Zen para os amigos :P). Fui ao site da distro (zenwalk.org) e fiz o download da última versão disponível, neste caso a 5.0 (Standard Edition). Gravei-a num CD e reiniciei o computador para começar o processo.

Instalação:

A instalação do Zen, como seria de esperar, é ao estilo de Slackware, ou seja em modo texto. Para quem anda nestas andanças do Linux há algum tempo, sabe mover-se bem no processo de criação de partições e restantes métodos para a instalação da distro. Ao fim de, aproximadamente, 15 minutos surge o primeiro aviso para reiniciar o computador pressionando o maravilhoso trio CTRL+ALT+DEL. Após este reboot, acabamos de configurar o mínimo da nossa distro, ou seja, configuramos o X (ambiente gráfico), contas de utilizador e mais uma coisinha ou outra. Após estas configurações eis que finalmente aparece o GDM (Gestor de Login do Gnome) para nós iniciarmos a nossa aventura no Zen.

Primeiro Contacto:

Quando entramos pela primeira vez no Zen, somos recebidos pelo XFCE (um ambiente gráfico leve e personalizável). Pode parecer confuso logo nos primeiros contactos, mas depois de aprender os cantos à casa ficamos fascinados com a leveza e personalização do XFCE. Bem mas vamos ao que interessa😛. Pergunta o leitor: “Então e o menu das aplicações, onde está?“, a resposta é muito simples… Tem 2 maneiras: ou carrega no icon do golfinho localizado no canto superior esquerdo, ou pressiona o botão direito do rato na área de trabalho. A partir daí é so andar a percorrer o sistema e observar como é constituído e como funciona.

Para personalizar o seu Zen, poderá fazê-lo de uma maneira simples. Abra o menu, dirija-se a System > Zenpanel. Aqui é o centro de controlo do Zen, pode adicionar contas de utilizadores, adicionar/remover módulos ao kernel, configurar a placa de vídeo e restantes coisas que um administrador de sistema pode fazer.

Se pretender configurar o XFCE, poderá faze através do menu > Settings. Aqui você personaliza o XFCE desde os pés até à ponta dos cabelos😀.

Instalação e Manutenção do sistema:

Como o leitor já deve ter repado depois de andar a explorar o sistema, este vem com poucos software de origem, e para tal, temos a necessidade de instalar os nossos favoritos… Este processo não é nada complicado.. Podemos instalar o software de maneiras distintas, ora vejamos:

-> Instalar pela consola: Nada tão simples do que um #netpkg software. Certamente este comando faz lembrar o apt-get (das distribuições baseadas em Debian) ou um yum (para distros baseadas em Red Hat). Quando usado este comando, surge sempre a pergunta se queremos instalar, fazer o download ou desistir.. bastante prático… Não esquecer também ele trata também das dependências envolvidas.

-> Instalar pelo software próprio: tal como acontece com o Debian (e seus derivados, o uso do Synaptic), o Zen tem o seu software próprio para instalar o software adicional, software esse que tem o nome de Netpkg. Aqui podemos instalar/remover software e actualizar todo o sistema.

-> Podemos instalar a partir do código fonte, compilando e instalar depois (um dos métodos clássicos em Linux)

-> Instalar um pacote .tgz através de um comando: #installpkg pacote

Como podem comprovar, a instalação de novos software é bastante prático, lembrando outras distribuições.

Se o utilizador possuir um disco externo formatado em NTFS, fica desde já a saber que o sistema monta-o automaticamente com permissão de leitura, escrita e execução. Quem diz para discos externos, diz também para partições NTFS no mesmo disco, caso o leitor tenha feito dual boot.

Conclusão:

Se o leitor gosta de uma distribuição limpa de software, leve, estável, considere Zenwalk com o uma boa aposta. Poderá sentir um pequeno choque inicial (sobretudo se nunca usou o XFCE), mas depois pode comprovar que é um sistema bastante prático.

Eu recomendo, a você caro(a) leitor(a), a experimentar a usar o Zen… Se não quiser instalar o sistema, pode usar o LiveCD, assim pode ver as maravilhas desta distro sem perder um único dado que seja do seu disco rígido… Fica aqui a sugestão.

2 Responses to “Review a Zenwalk”


  1. 1 José Carlos 5 Maio 2008 às 11:04

    Um artigo muito bom.
    Realmente, o ZenWalk apesar de estar um pouco “escondido”, não tem parado de crescer tanto em número de adeptos como em termos de qualidade.

  2. 2 moffspringr 7 Maio 2008 às 15:37

    Boa tarde,

    Ante de mais, obrigado pela sua visita e, obrigado também pelo seu comentário… Volte sempre =)

    Cumprimentos,
    M.offspring.R


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